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Orquestra de Violões do IFF se apresenta no festival

Quarenta e quatro mãos trabalhando juntas são capazes de produzir trabalhos primorosos: belas casas, hortas com produtos deliciosos e bem cuidados ou músicas especiais que mexem com a alma. Este último se encaixa perfeitamente com a Orquestra de Violões do Instituto Federal Fluminense, que foi criada em outubro de 2014 e já vê o reconhecimento do seu trabalho nas apresentações que tem feito.

Idealizada pelo professor de Música do instituto, Victor Matos, a orquestra é hoje composta por 22 alunos do campus Campos Centro. A ideia já vinha na mente do regente desde quando ainda morava no Espírito Santo. Ele havia participado de um projeto de Orquestra de Violões em escolas do Espírito Santo e, aliado à sua experiência com ensino coletivo de música, esta foi a “primeira nota” até que a música estivesse completa como se pode ouvir hoje.

Em sete meses de existência, a trajetória do grupo começou com aberturas e participações em eventos do IFF, passando por uma apresentação no III Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológico deste ano, em Recife. Agora, eles se preparam para fazer uma miniturnê pelo estado do Rio de Janeiro durante o Fest FIC, o Festival Interuniversitário de Cultura. Serão cinco apresentações nas cidades de Campos dos Goytacazes, Itaperuna e Rio de Janeiro, nas quais os novos artistas vão tocar de tudo um pouco: desde a MPB, passando por temas musicais de filmes famosos e chegando à música de concerto.

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Para os 22 estudantes integrantes da orquestra é tudo novidade e empolgação. Como pré-requisito para fazer parte do projeto, eles precisavam ter uma habilidade prévia com o instrumento, mas muitos não imaginavam que avançariam tanto com os aprendizados adquiridos. Richardson de Alcântara, aluno do Curso Técnico Integrado em Mecânica, aprendeu a tocar violão sozinho, mas se deparou com um outro mundo ao entrar na orquestra. “Tocar em grupo é muito diferente porque é preciso respeitar os outros violões, saber o momento certo. (Entrar para o grupo) foi uma das melhores escolhas da minha vida: conheci pessoas novas, aprendi a ler partitura e conheci o professor Victor”, comemora o estudante de dezesseis anos.

Para o regente, a importância de haver um projeto de música como este na escola é muito grande, pois auxilia no desenvolvimento de características que podem ser usadas tanto no campo pessoal quanto no profissional. “Acho que a prática musical em conjunto ajuda a respeitar o outro, a aprender a ouvir, a cooperar e ser mais sociável. Aspectos que são usados no presentes, mas que irão levar para o trabalho”, acredita.

Dos 22 participantes, 17 recebem Bolsa de Arte e Cultura atualmente. O objetivo é que eles tenham um incentivo para se esforçarem tanto na orquestra quanto na escola. Afinal, um dos pré-requisitos para permanecer no grupo é não repetir nas disciplinas.

Para conhecer o resultado deste trabalho, veja a programação do IFF e saiba data e local das apresentações da Orquestra de Violões no Fest FIC.